O melhor açaí agora em Samambaia está uma delícia


Muito popular na região norte do país, o açaí é uma fruta nativa da Amazônia brasileira e de consumo emergente não só por aqui, mas também em outras regiões do mundo. Tido como uma “superfruta”, graças ao seu potencial antioxidante e anti-inflamatório, é bem verdade que até pouco tempo atrás pouco se sabia sobre sua composição em relação aos elementos químicos essenciais.




Uma tese de doutorado elaborada pela farmacêutica Vívian da Silva Santos, pela Universidade de São Paulo (USP), indicou, por meio da análise de 12 polpas produzidas com frutos de diferentes localidades, que a polpa de açaí é naturalmente rica nos elementos cálcio, cobre, ferro, magnésio e zinco, com destaque para as concentrações de magnésio — todos minerais essenciais para a alimentação e saúde, além de aliados para quem busca redução de peso.

Vitamina E potente

De acordo com a última versão da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, a TBCA, divulgada pelo Centro de Pesquisa em Alimentos da USP (FoRC – Food Research Center) no fim de 2017, o açaí entra na categoria Biodiversidade e Alimentos Regionais e, segundo ela, são encontrados 14,8mg dos nutrientes Vitamina E e alfa-tocoferol por 100g da polpa advinda dos açaizeiros (Euterpe oleracea) das regiões Norte e Nordeste do país.
O alfa-tocoferol é apenas um dos elementos da Vitamina E, sendo também o mais potente. A Vitamina E é um dos antioxidantes mais importantes e atua, sobretudo, na destruição dos radicais livres. Na prática, isso significa o retardo do envelhecimento.
Também exerce a proteção de diferentes tecidos — de olhos a mama e testículos —, a diminuição do risco de surgimento de tromboses, a aceleração da cicatrização, ação sobre a motilidade dos espermatozoides e, consequentemente, sobre a fertilidade, além da diminuição do risco de cardiopatias. Sua carência pode causar anemia, degeneração muscular e distúrbios reprodutivos.

Propriedades

Em sua forma liofilizada (uma técnica de desidratação industrial, através da qual a fruta é congelada e submetida a baixas pressões, utilizada para dar origem aos famosos cremes e pastas), o açaí apresenta carboidrato, proteína, fibra alimentar, cálcio, ferro, sódio, potássio, zinco e selênio, ainda segundo a TBCA.

Açaí na dieta

Quanto ao potencial calórico da fruta, a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO), uma publicação do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação (NEPA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aponta que 100g de polpa de açaí com adição de xarope de guaraná e glucose (uma das formas tradicionais de consumo) tem 110 caloriasNa forma de polpa congelada, sem outras adições, o valor energético cai para 58 calorias.
A popularização também tornou o açaí alvo de pesquisas e discussões quanto ao seu potencial para induzir a perda de peso.
Há quem atribua a fama de engordativa à fruta, mas o que a torna inadequada para dietas de emagrecimento é justamente a adição do xarope de guaraná para que a polpa fique mais doce (o que leva a um pico de insulina e estimula o organismo a sintetizar mais gordura) e
Outros vilões que tornam o açaí uma verdadeira bomba calórica são os  toppings. Uma rápida passada pelos cardápios das redes e lojas que comercializam açaí revela ingredientes como leite em pó, leite condensado, doce de leite, mel, sorvetes, iogurtes, calda de chocolate, calda de caramelo, mix de cereais, granola, farinha láctea, guloseimas industrializadas, diferentes tipos de oleaginosas, entre muitos outros. É quase como a parte final dos conhecidos buffets de sorvete, onde a sobremesa ganha cor, peso e açúcar.

Prefira as frutas

 Banana, morango e kiwi são boas opções de acompanhamento — dessa forma, ou puro, o açaí estimula a perda de peso pela sensação de saciedade. Há estudos que ligam o consumo de açaí também à redução da glicemia, insulina e colesterol ruim.
Para comparar: 500g (tamanho médio do bowl ou copo encontrados no comércio) de polpa sem xarope de guaraná tem 290 calorias. Com uma banana, pula para 380 calorias. Com 100g de leite condensado e outros toppings, pode facilmente ultrapassar as 1 mil calorias. A melhor conduta, então, é não exagerar nos adicionais e optar pela versão sem xarope de guaraná. Uma pequena colher de mel é a solução para quem busca um sabor mais doce.

Comer açaí pode causar Doença de Chagas?

O açaí costuma atrair o inseto barbeiro, hospedeiro do Trypanosoma cruzi, o protozoário causador da Doença de Chagas. Uma vez moídos junto ao açaí, fica difícil perceber os insetos em meio à pasta de cor escura. Se o açaí estiver infectado e for consumido pelo homem, os protozoários se instalam no coração e no intestino e passam a gerar as sequelas comuns da doença, como problemas cardíacos e dilatação intestinal.
Isso pode acontecer com qualquer elemento comestível. Em Santa Catarina, há mais de 10 anos, houve casos em que a Doença de Chagas surgiu a partir do consumo do caldo de cana. Em Curitiba e no Sul há pouca incidência da doença, mas o Paraná teve, em anos anteriores, transmissão principalmente no Norte Pioneiro. Com a eliminação do barbeiro por aqui, isso praticamente acabou.
Em todo o Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, surgem de 100 a 150 novos casos da doença anualmente, com prevalência na Região Norte. O alerta, contudo, cabe a todo o país, especialmente nas estações mais quentes.
Açaí congelado não previne a doença, uma vez que o Trypanosoma cruzi pode sobreviver a -20ºC. O açaí industrializado, consumido nas cidades, passa em teoria por todos os devidos processos e deve ser registrado no Ministério da Agricultura. Se mal lavado e de procedência duvidosa, aumenta os riscos. 
Doença de Chagas só tem cura em sua fase aguda, com medicamentos que devem ser administrados precocemente. Na fase crônica, talvez muitos anos após a infecção, quando manifesta sintomas cardíacos e digestivos, fica sensivelmente mais difícil eliminar o protozoário. Boa parte dos diagnósticos da Doença de Chagas é feita tardiamente.
Fontes: Petra Mirella Theiss, nutricionista e professora do curso de Nutrição da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP); Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA); Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO); Vívian da Silva Santos, farmacêutica e doutora em Toxicologia; Alceu Fontana Pacheco Junior, médico infectologista e conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRMPR); Marta Fragoso, médica infectologista do hospital VITA.
FONTE: VIVER BEM

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