Marido de mulher atropelada por ônibus durante assalto pede justiça

“Hoje foi a minha esposa, amanhã pode ser a mãe de outra pessoa, a irmã de qualquer um”, desabafou o mecânico Elton Teixeira Machado, 52 anos, ao enterrar o corpo de Claudineia Oliveira Teixeira, 37. A mulher estava em um ônibus que foi assaltado na QNP 34 de Ceilândia, e morreu atropelada ao tentar fugir. Dos três envolvidos no crime ocorrido na terça-feira, apenas um menor de 17 anos foi apreendido.
Claudineia era auxiliar de limpeza no Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB) e utilizava o ônibus diariamente para ir trabalhar. Durante o velório da vítima, no Cemitério de Taguatinga, Elton falou sobre a preocupação da esposa com a segurança. “Eu sempre a deixava na parada, a pé ou de carro, só que depois começou uma onda de assaltos e ela me pediu para começar a deixá-la no terminal”, relatou.
No dia do roubo, a auxiliar de limpeza estava indo trabalhar. Tinha saído de casa por volta de 4h30 e estava dentro do ônibus às 5h20 quando os dois suspeitos entraram no coletivo. “Para mim é um conjunto de fatores: não adianta ter segurança se a Justiça não faz a parte dela. Enquanto não mudarem as leis para os menores de idade, vai continuar desse jeito. Parece até que eles mandam em tudo, cometem vários crimes e as autoridades não fazem nada. Mesmo quando são presos, vão para a rua pouco tempo depois”, desabafou.

Mesmo com a prisão de um dos assaltantes, Elton não acredita que a justiça foi feita. “Esse adolescente estará livre em 45 dias. Isso para mim não é justiça, é uma palhaçada. Engraçado é que para votar na eleição ou para ajudar o governo eles são tratados como maiores. Agora, para um crime desses, eles têm privilégios”, reclamou.
Os dois comparsas do menor, um que entrou no ônibus e outro que estava no carro de fuga, são procurados. O condutor do veículo ainda não foi identificado, ao contrário do outro indivíduo: Alessandro Pereira da Silva, 22 anos, conhecido como “diabo louro”, é procurado pela 23ª DP pelos crimes de homicídio, tráfico de drogas e roubo. Ele já acumulava outras quatro passagens pela polícia.
FONTE: JORNAL DE BRASÍLIA

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