Com a primeira parcela do 13º salário na conta, brasilienses movimentam shoppings e centros comerciais à procura do presente de Natal. Distraídos, clientes mexem no celular, abrem a bolsa em público, sacam altas quantias em dinheiro e, às vezes, carregam tantas sacolas que chamam a atenção de quem passa. Um alvo para bandidos que, no fim de ano, intensificam assaltos e furtos. Para minimizar a quantidade de crimes nesta época, a Polícia Militar colocou mais 700 homens e mulheres nas ruas para reforçar a segurança até 8 de janeiro.
Os endereços de maior vulnerabilidade são, geralmente, onde há circulação de dinheiro e movimento de pessoas em comércios. É o caso do centro da cidade, como áreas próximas à Rodoviária do Plano Piloto, Setor Comercial Sul e Norte, além dos setores de comércio em regiões administrativas, como Ceilândia e Taguatinga. Em alguns casos, segundo representantes do setor varejista, nem mesmo as câmeras de alguns estabelecimentos inibem a ação dos criminosos.
O Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista) estima que, neste fim de semana, pelo menos 600 mil pessoas passem pelas lojas de rua e de shoppings. No próximo, de 15 a 17 de dezembro, a expectativa é de 850 mil moradores do DF nos centros comerciais, seguido de 1,2 milhão em 22, 23 e 24 de dezembro. “Todo cuidado é pouco. Os criminosos sabem que o consumidor está com sua atenção voltada para vitrines. Então, eles agem sorrateiramente e muitos em dupla. O consumidor deve desconfiar sempre”, aconselhou o presidente do Sindivarejista, Edson de Castro.
Em dezembro do ano passado, cresceu em 8,5% a quantidade de roubos a pedestre em comparação com o mesmo mês do de 2015, assim como aumentaram em 14,87% os casos de assalto de veículos, furto em comércio (17,69%) e até roubo com restrição de liberdade (10,63%). A secretária Lucélia Sousa, 20 anos, teve o celular roubado no ano passado em Taguatinga. Há dois meses, na Rodoviária do Plano Piloto, quase que ela teve o novo aparelho celular levado. Ela esperava o ônibus na fila quando um homem passou e tentou puxar o celular da mão dela, mas Lucélia teve reflexo mais rápido e conseguiu segurar o telefone.
Na tarde de terça-feira, Lucélia aguardava o carro para voltar ao trabalho. Em frente a um shopping da região central, ela guardava a carteira e o celular junto ao corpo. “Nesta época do ano é perigoso. Com grande movimentação de pessoas, os mal-intencionados ficam de olho. Depois do que aconteceu sempre tomo mais cuidado”, contou.
FONTE: CORREIO BRAZILIENSE



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