O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) observa o esvaziamento da base aliada e convive com a possibilidade de chegar às eleições de 2018 marcado pelo isolamento político. Após perder o apoio do PDT, no mês passado, o chefe do Palácio do Buriti teve de lidar, ontem, com o desembarque do PSD — os dois partidos integraram a coligação que o emplacou no comando do GDF. Mas a dor de cabeça pode ser ainda maior: a Rede define, no próximo fim de semana, se rompe ou não com o Executivo local. Com a debandada dos principais parceiros, Rollemberg precisará investir pesado nas coalizões nacionais para que os efeitos dos acordos interfiram nas movimentações do meio político local.
O posicionamento da Executiva Regional do PSD, do vice-governador Renato Santana, põe fim a uma relação desarmônica com o PSB que perdura desde o início da gestão. A orientação é de que todos os correligionários que ocupam cargos no governo peçam exoneração dos postos, inclusive na Vice-Governadoria. “Fomos excluídos à época da transição. É uma posição bastante amadurecida, fruto do descompasso entre as decisões do governador com as nossas ideias”, justifica o presidente do diretório regional pessedista, o deputado federal Rogério Rosso.
Instantes após o PSD tornar pública a decisão, Rollemberg contra-atacou com a demissão do secretário de Justiça e Cidadania, Arthur Bernardes, indicado pela legenda. O ex-titular da pasta preparou uma carta pedindo exoneração, mas o governador se antecipou e determinou a publicação de uma edição extra do Diário Oficial do DF com a destituição de Bernardes do posto. O chefe de Gabinete de Casa Civil, Guilherme Rocha de Almeida Abreu, indicado por Sérgio Sampaio, deixou ontem a função para assumir o posto.
Em nota divulgada no início da noite, o governador alegou que “acata a decisão do PSD e espera que o partido na Câmara Legislativa continue apoiando as propostas importantes para o desenvolvimento da cidade”. “A participação na administração pública de Brasília pressupõe comprometimento e lealdade aos princípios que nortearam a formação da chapa vitoriosa em 2014”, destaca o texto.
FONTE: CORREIO BRAZILIENSE


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