A greve dos funcionários da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô- DF) prejudica mais de 170 mil passageiros e completa uma semana. A Justiça do Trabalho determinou circulação de 90% em horário de pico e 60% nos demais horários. Na prática, a empresa realoca profissionais para garantir o funcionamento ao menos nos horários mais movimentados. A medida causa conflitos e o sindicato da categoria fala em risco à população.
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários (Sindmetrô-DF) acusa a companhia de colocar empregados sem qualificação para realizar atividades operacionais sem treinamento nem acesso direto ao sistema. A entidade diz que, durante greves, o Metrô “exige e/ou anui, muitas vezes de forma velada, que empregados que exercem funções de chefia, sem o treinamento adequado, pilotem trens, o que coloca em risco a operação”.
Os grevistas acusam a companhia de colocar servidores com cargo de função para trabalhar e, consequentemente, assumir o controle dos trens. Em alguns casos, são pessoas que não pilotam há anos. Uma fonte ouvida pela reportagem garante que, apesar disso, não há risco aos passageiros, já que o serviço é automatizado. “No máximo, o que pode ocorrer é a pessoa colocada ali não saber o que fazer diante de uma falha e todos os trens precisarem parar”.
O Metrô garante que o funcionamento do o sistema é cumprido em sua totalidade e sem anormalidades. “Os profissionais que estão atuando na linha, tanto nas estações quanto nos trens, são empregados da empresa, contratados e qualificados para essas atividades”, assegura.
Elo mais fraco dessa queda de braço, a população é quem sofre. Há uma semana, o pintor Ailton Moreira, 24 anos, chega atrasado ao trabalho. “As estações abrem mais tarde, fecham mais cedo. Atrapalha a rotina”, diz. Caio Santana, fotógrafo de 23 anos, usa o transporte diariamente nos horários de pico. Ele garante que os trens estão mais cheios e acredita que funcionários, ainda que realocados, têm de ser preparados para a função para não provocar risco aos passageiros.
Nesta semana, um trem lotado circulou entre as estações Águas Claras e Arniqueiras com a porta aberta. Segundo o Metrô, o operador foi contratado e treinado como piloto. “Não há ninguém pilotando trem sem a devida atribuição contratual”, garante a empresa. O episódio, para a companhia, não foi falha no sistema, e tenta-se identificar o responsável pelo ato.
fonte: Jornal de Brasília


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