A decisão foi tomada por cerca de 4,5 mil rodoviários que compareceram a assembleia. O presidente do sindicato da categoria, Jorge Farias, afirma que apresentou aos funcionários as contra propostas dos patrões, mas que nenhuma agradou, dessa forma, não foi possível que o movimento tomasse outro rumo. Ele assegura que, se em 72 horas, não houver resposta das empresas, a paralisação geral é certa.
Jorge explica que as propostas dos empresários do setor de transporte foram inaceitáveis. Algumas foram: aumento da jornada de seis horas diárias para seis horas e quarenta minutos, sendo que os minutos que sobrassem iriam para um banco de horas; aumento de 3,987% do salário que só cobriria a inflação e não daria aumento real; e a retirada da gratificação por assiduidade que é uma garantia de anos.
Para ele, as medidas defendidas pelo empresariado não podem nem ser levadas em consideração porque demonstram perda de benefícios e mais dificuldade na vida dos trabalhadores que já sofrem de diversas formas, como com a violência em diversos assaltos que ocorrem durante o dia e a noite.
“As empresas dizem que o governo tem uma dívida de R$ 200 mi lhões com elas. O governo até fez um cronograma de pagamento, mas os trabalhadores não podem ficar esperando que tudo se resolva e enfrentando dificuldades”, diz Jorge, que preside o sindicato com cerca de 12 mil filiadas.
Sem opções
O receio de muitos brasilienses é voltar a sofrer as dificuldades da última sexta-feira (30) quando uma paralisação geral tirou praticamente todos os ônibus de circulação deixando os usuários a mercê do transporte pirata que chegava a cobrar, em muitas viagens, quase R$ 2,00 a mais que o preço normal.
Neste mesmo dia, nem o Metrô funcionou. Assim, quem não tem carro, passou um grande aperto. Essa mesma situação pode voltar a ocorrer se empresas e funcionários não entrarem em um consenso. Apesar do diálogo, os dois lados ainda não chegam em acordo.
Para evitar transtornos
Para evitar transtornos
Além da crise sobre na economia nacional, as empresas de transporte alegam que há uma dificuldade financeira devido a dívidas do GDF para com elas, referente aos anos de 2015 e 2016. Todos os repasses referentes a este ano estariam quitados, mas dos anos anteriores estariam pendentes, dificultando as possibilidades de ajustes salariais.
De acordo com o GDF, as dívidas referentes aos dois anos anteriores estão sendo negociadas e vão ser quitadas. O governo ainda espera que as meias viagens continuem sendo cumpridas pelos rodoviários para evitar prejuízos à população, mas ressalta que caso haja realmente esse descumprimento, o DFTrans fará ajustes para que a população não seja prejudicada.
A Secretaria de Mobilidade informou que está acompanhando e participando das audiências entre rodoviários e empresários no TRT e buscando junto com as partes um entendimento.
“É importante ressaltar que a negociação neste momento é entre empresários e rodoviários, já que diz respeito ao acordo coletivo da categoria. O governo está cumprindo o calendário de pagamento acertado com as empresas”, diz o Executivo em nota.

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