
Conforme mostram as fotografias, segundo a família, o motorista apresenta pelo menos nove hematomas espalhados pelo corpo. É possível ver lesões nas costas, no pescoço, no cotovelo, no tornozelo, no quadril e nos pulsos. As marcas, em sua maioria, são roxas.
De acordo com o cunhado do homem, Marcos Eustáquio, 48 anos, o restante da família não sabia da existência das imagens por motivos de segurança. “Somente eu e os advogados sabíamos. As fotos foram feitas na funerária, após o corpo ter saído do IML, onde nos disseram que só uma pessoa poderia entrar e fazer o reconhecimento por uma janelinha do caixão”, conta.
De acordo com o cunhado do homem, Marcos Eustáquio, 48 anos, o restante da família não sabia da existência das imagens por motivos de segurança. “Somente eu e os advogados sabíamos. As fotos foram feitas na funerária, após o corpo ter saído do IML, onde nos disseram que só uma pessoa poderia entrar e fazer o reconhecimento por uma janelinha do caixão”, conta.
Marcos ressalta que a decisão de divulgar os arquivos veio depois que eles tiveram conhecimento, pela imprensa, de que a Polícia Civil não apontou nenhuma lesão externa inicialmente. “Agora tudo veio à tona. Tanto o IML como o Instituto de Criminalística dizem que não houve nenhuma lesão. Se tivesse sido mencionada a presença de algum ferimento no laudo, sem número exato mesmo, era uma coisa, mas não tem”, argumenta.
Boletim de ocorrência
Além de terem o acesso negado ao IML, os parentes questionam a demora para ter acesso ao boletim de ocorrência. “Não temos nem o número dela. Fomos pegar e disseram que está bloqueado”, alega o cunhado. Ele também informou que o Ministério Público vai exigir o documento. Enquanto o resultado da perícia não é divulgado, os familiares clamam por resposta. “Ninguém entrou em contato com a gente, nem a Polícia Militar nem a Civil. Eu quero a ‘verdade verdadeira’ do caso, porque a ‘verdade falsa’ a gente já tem”, critica Marcos.
Mais uma vez, ele nega a hipótese de suicídio. “A família nunca acreditou nisso. O Luís era uma pessoa alto astral, alegre. Ele foi encontrado morto ajoelhado, eu vi a posição que ele estava. Cade o sangue que não tem no nariz? Cadê a urina no chão?”, questiona. Após a divulgação das imagens, o JBr. voltou a procurar o sargento da Rotam, envolvido na ocorrência antes de o motorista ser levado à delegacia. Ele disse não ter visto as fotos e garantiu que soube da reprodução pela mídia. “Mais uma vez, digo que entreguei o Luís intacto e sem nenhum arranhão na delegacia. O que aconteceu lá dentro eu não sei”, reafirmou.
Saiba mais
Questionada sobre os hematomas evidenciados nas imagens; o fato de a família não ter acesso ao boletim de ocorrência; e se já foi feito um novo pedido de perícia no corpo, a comunicação da Polícia Civil se limitou a dizer que as ocorrências passam por homologações internas. Logo, ficam disponíveis para a retirada um dia útil após o registro. O restante das perguntas não foi respondido. Já a Secretaria de Segurança, quando procurada, disse para questionar a PCDF, que “está respondendo sobre o assunto”, ainda que o JBr. tenha explicado que contestaria o papel do Estado no caso. O Ministério Público aguarda o fim das investigações para se pronunciar.
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