De Samambaia: Quadrilha Pau Melado disputa semifinal do Circuito Junino de Brasília








Para a subsecretária de Cultura do DF, Jaqueline Fernandes, as festas juninas são uma das manifestações culturais mais fortes no Brasil e em Brasília. Segundo ela, tradição é muito relevante em Brasília devido à capital ser “um mosaico de culturas de todo o país”. A subsecretária adianta que, neste ano, o governo trará duas ações oficiais para celebrar o São João: o Circuito Brasília Junina e a transformação desse projeto em uma política de Estado.

A quadrilha Pau Melado chega na semi final do Circuito Junino em Planaltina nos próximos dias 14,15 e 16 de julho.

Com isso, o GDF espera promover as festas juninas e suas cadeias produtivas. Este ano será a segunda edição do Circuito Brasília Junina, que passará por seis cidades em 19 dias de evento. Cerca de 40 quadrilhas se apresentarão durante a turnê, sendo que as duas melhores equipes serão selecionadas para participar do Campeonato Brasileiro de Quadrilhas Juninas. Além disso, Brasília contará com 70 festas juninas espalhadas pela cidade.

Mas há quem prefira celebrar em casa. É o caso da psicóloga Ananda Martins, 26 anos. Ela realizará a quarta edição do seu próprio arraiá. “Fiquei dois anos sem fazer a festa e muitos amigos vieram me cobrar. Alguns já me perguntaram, bem antes, se haveria festa este ano, só para poderem se programar. Festa Junina não tem como ser ruim ,ainda mais na sua própria casa, compartilhando só com pessoas queridas”, conta ela.

Tradição
Para algumas pessoas, as festas juninas e suas tradições vão além do entretenimento. O presidente da União Junina — a federação brasiliense ligada à Confederação Nacional de Quadrilhas Juninas e Grupos Folclóricos do Brasil (Conaqj) — Hamilton Tatu, dança quadrilha há 28 anos, e é o fundador da Quadrilha Pau Melado, de Samambaia. O grupo é heptacampeão no Campeonato Brasileiro de Quadrilhas Juninas.

Hamilton conta que a família toda faz parte da quadrilha. “Essa dança corre na minha veia. É como se o movimento junino fosse a minha segunda casa. Para muitos de nós que moramos nas cidades, a diversão é a prática da quadrilha. Se eu tiver que morrer um dia dançando em um tablado de quadrilha junina, pode saber que eu vou morrer feliz”, diz, emocionado.


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