Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, na edição desta segunda-feira (22/5), o presidente Michel Temer (PMDB) declarou que seria “admissão de culpa” renunciar ao mandato. “Se quiserem, me derrubem”, afirmou. Atingido pelas delações dos irmãos Joesley e Wesley Batista, do grupo JBS, o peemedebista disse que vai mostrar força política ao longo dos próximos dias em votações importantes no Congresso Nacional: “Tenho absoluta convicção de que consigo. É que criou-se um clima que vai ser um desastre, de que o Temer está perdido. Eu não estou perdido”.
O presidente destacou que não sabia que Joesley Batista era investigado. O áudio, gravado pelo empresário durante conversa com Temer no Palácio do Jaburu, em março deste ano, motivou a abertura de um inquérito para investigá-lo por suspeita de corrupção passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa.
Questionado, o presidente afirmou que a regra que ele mesmo estabeleceu, de afastar ministro que virar réu, não vale para ele. “Sou chefe do Executivo. Os ministros são agentes do Executivo, de modo que a linha de corte que eu estabeleci para os ministros não será a linha de corte para o presidente”.
Temer afirmou que está claro que a gravação de Joesley foi uma tentativa de induzir uma conversa e repetiu que o empresário é um falastrão. “Ele falou que tinha [comprado] dois juízes e um procurador. Conheço o Joesley de antes desse episódio. Sei que ele é um falastrão”.
Fonte:
Metropoles

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