A distrital Celina Leão (PPS), irá apresentar
requerimento ao Ministério Público Federal (MPF), para saber mais detalhes
sobre as investigações das 41 doações atípicas da JBS feitas ao chefe do
Executivo nas eleições de 2014, segundo as delações, Rollemberg recebeu propina
disfarçada de repasse eleitorais.
Celina já foi aliada do socialista antes de
crescer a oposição, hoje ela é ré por corrupção passiva ao lado de outros
políticos, como Cristiano Araújo (PSD), Bispo Renato Andrade (PR), Júlio Cesar
(PRB) e Raimundo Ribeiro (PPS). A ex-presidente da Câmara é investigada na Operação
Drácon por suspeita de receber propina em troca da aprovação de emendas
parlamentares em 2015 e está sob análise pela justiça.
A JBS, em 2014 transferiu R$ 853.831,75 para
à campanha de Rollemberg, desse total R$ 450 mil foram pagos diretamente pela
empresa. Os R$ 402.831,75 restante estavam espalhados em 40 transações atípicas
feitas ao diretório do PSB-DF, que passou para a campanha do GDF. O dono da
JBS, Joesley Batista, admite que todos os valores repassados aos políticos eram
propina.
Apesar de Celina querer esclarecimentos, a Câmara
Legislativa parece não partilhar da mesma disposição. Joe Valle (PDT)
classifica a suspeita de Rollemberg como constrangedora e que não é o momento
de se posicionar. Já Rollembeg nega as acusações e desafia a JBF provar que ele recebeu alguma propina na sua Campanha.
Eduarda Fernandes
Fonte: Metrópoles


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