A Polícia Civil amanheceu o dia na Câmara Legislativa, nesta quinta-feira (27). O gabinete da deputada distrital Sandra Faraj (SD) foi alvo de busca e apreensão. Ela e o irmão Fadi Faraj são investigados pelos crimes de corrupção, falsidade ideológica e uso de documento falso, além da coação no curso do processo. Se forem confirmados os crimes, conforme informou o Ministério Público do DF, as penas podem ultrapassar 20 anos de reclusão e levar à perda do cargo público.
Oito mandados foram cumpridos pelos promotores de Justiça, que deflagraram, nesta quinta-feira (27), a Operação Heméra, em referência à deusa da mentira, na mitologia grega.
Além da deputada, são investigados servidores comissionados ligados a ela e o irmão da parlamentar, Fadi Faraj, que é suplente de senador do DF e pastor evangélico da igreja Ministério da Fé, foi alvo da operação. Conforme o MP, foram realizadas buscas na casa da distrital, no gabinete dela e no escritório administrativo da Igreja Ministério da Fé.
Os dois são suspeitos de comandar um esquema de corrupção em que cobravam um terço dos salários dos comissionados que a deputada conseguiu nomear para cargos na Câmara, Secretaria de Justiça e Administração Regional de Taguatinga. Além disso, Sandra é investigada por suspeita de fraudes em notas fiscais e uso indevido da verba indenizatória.
Ameaça
O MP informou que os dois são investigados também por ameaça a testemunhas durante a investigação do MP.
A investigação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça do MPDF e o processo investigativo prossegue em sigilo. “Por isso, não serão divulgadas mais informações”, informou o MP, em nota
Tranquilidade
A defesa da deputada se disse “tranquila” com a operação. Para o advogado Cleber Lopes, a motivação dos mandados é simples: “Essa investigação ocorre há quase quatro meses. E, como não encontraram nada contra ela, fizeram a busca e apreensão como tentativa de encontrar algo”.
Ele diz que acompanha a ação dos procuradores e que “nada de relevante” foi encontrado. “Não tem provas. Estamos absolutamente tranquilos”, arrematou.
Fadi Faraj, conforme Lopes, ainda deve ser levado para depor nesta quinta-feira no Ministério Público.
fonte: Jornal de Brasília

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