Aulas na rede pública começa com ameaça de greve de professores

A volta às aulas na rede pública de ensino do DF, marcada para amanhã, deve começar conturbada.  Os professores ameaçam deflagrar greve geral a partir da próxima segunda-feira. O assunto será discutido em assembleia geral prevista para a manhã do mesmo dia. Enquanto isso, merendeiras e funcionários que atuam na limpeza das unidades de ensino estão de braços cruzados e há ainda a polêmica envolvendo as mudanças implementadas nas Escolas Parque, que desagradaram a alguns pais.

A diretora do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro) Rosilene Corrêa afirma que há uma lista de motivos que justificam o ato. A categoria pede que a remuneração acompanhe os índices de inflação. “Tudo está aumentando e ficando mais caro, e nós estamos com o salário congelado há dois anos”, diz. Rosilene afirma que os professores também vão aderir à pauta nacional contra a reforma da previdência.

 
Outro desafio a ser enfrentado nesse início de ano letivo são as greves dos servidores da limpeza e das merendeiras — ambas começaram este ano. A primeira categoria reivindica o pagamento de salários atrasados, 13º terceiro e auxílios transporte e alimentação. A outra, pede a quitação do 13º salário. O Sindicato dos Trabalhadores Terceirizados (Sindiserviços) informou que promove assembleias e participa de negociações com o objetivo de regularizar as duas situações. “São trabalhadores que ganham pouco, muitos estão passando necessidade, alguns estão sendo despejados”, denuncia a secretária-geral do sindicato, Andrea Cristina da Silva.


Segundo a Secretaria de Educação (SEDF), no entanto, os pagamentos feitos às empresas terceirizadas responsáveis pelos serviços de merenda não estão em atraso. Ainda de acordo com a pasta, os contratos de terceirização preveem repasses em até 60 dias após a apresentação da fatura.

Fonte: Correio Braziliense
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