Ano letivo começa com paralisação de professores no Distrito Federal

As aulas mal começaram e já podem parar. O segundo dia do ano letivo deve ser sem atividades para os quase 500 mil alunos da rede pública do Distrito Federal. Isso porque o Sindicato dos Professores (Sinpro) agendou uma assembleia para a manhã desta segunda-feira (13/2) com indicativo de greve. A categoria reivindica o pagamento da última parcela do reajuste conquistado em 2012 e aumento do auxílio-alimentação. Os professores também se manifestarão contra as reformas da Previdência e do ensino médio.

O GDF, por meio da Casa Civil, informou que o governo recebe os sindicatos para negociar as demandas que “não geram impacto financeiro”. Em nota, disse ainda que, com o Sinpro, a Subsecretaria de Educação realizou cinco reuniões em 2017 para discutir o Plano Distrital de Educação. Sobre as reivindicações e os impactos de uma possível greve, o Buriti informou que “o governo tem empenhado todos os esforços para encontrar uma proposta que evite prejuízos para a população”.
Pais reclamamA falta de entendimento entre GDF e professores afeta diretamente quem precisa da rede pública. Além da preocupação com o prejuízo escolar, os pais dos alunos terão que arrumar alternativas para que os filhos não fiquem parados. É o caso do psicólogo Ricardo Vasquez, 38 anos. O filho dele, Humberto, tem 6 anos e conseguiu uma vaga na Escola Classe 115 Norte.
Atualmente, o Distrito Federal tem 659 escolas. A Secretaria de Educação conta com cerca de 30 mil professores, segundo o Sinpro. Do total, aproximadamente 20 mil estão em sala de aula para atender quase meio milhão de alunos.
FONTE : METROPOLES
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