em causado estranheza até à família a performance da deputada Liliane Roriz (PTB), que se lançou ao tudo ou nada, quando se propôs a gravar conversas com figuras da política local, incluindo colegas distritais, que ela denunciou ao Ministério Público do DF. Entre o material entregue à Justiça, há gravações que comprometem até o pai, a mãe e as irmãs.
Ontem, por engano, a parlamentar, que está afastada da Câmara e responde a um processo de cassação de mandato, enviou uma conversa que seria para o assessor de imprensa a um grupo de Whatsapp. No texto, a parlamentar menciona uma audiência que terá no dia 27 e envia uma imagem da tentativa de intimação feita por um oficial de Justiça.
“Se no dia 27 você não puder ir, encontramos uma solução. O desembargador Rômulo Araújo, que é o novo relator, é gente finíssima”, diz o texto encaminhado sem querer, que parece ser de autoria do advogado da deputada.
Em seguida, o interlocutor menciona o processo no Tribunal Regional Eleitoral: “Vamos adiar o máximo que puder. Depois eu falo com o desembargador”.
A deputada não quis comentar o assunto. A assessoria de imprensa explicou que se tratava de uma conversa sobre a agenda de Liliane, que tem passado os últimos dias fazendo vários exames – ela está de licença da Câmara e deve voltar ao trabalho na semana que vem.
As “trapalhadas” de Liliane, como dizem pessoas próximas da família Roriz, tem causado constrangimento aos parentes. A ex-deputada federal Jaqueline Roriz teria se irritado bastante com as gravações em que aparecem a deputada distrital Celina Leão e o ex-senador Luiz Estevão.
Quem conhece bem Liliane, relata a impulsividade da deputada e o ciúme que nutria por Celina, inclusive, mas não só, pela proximidade que ela tinha com membros do clã. Com o processo de cassação batendo à porta, resolveu jogar tudo para o ar, já que pouco – ou nada – teria a perder.

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