A empresa de Praia Grande, no litoral de São Paulo, suspeita de anunciar falsas vagas de emprego pelo país usava pelo menos 12 adolescentes para aplicar golpes, informou a Polícia Civil do Distrito Federal nesta quarta-feira (27). O esquema foi desarticulado por policiais do DF na última segunda-feira (25), com a prisão de oito suspeitos na operação "Fake Job".
Segundo as investigações, o grupo orientava jovens entre 12 e 17 anos a anunciar ofertas de emprego em sites e jornais. Os interessados, porém, eram informados que, para conseguir a vaga, deveriam fazer um curso à distância no valor de R$ 150 e em seguida descobriam que os empregos anunciados não existiam.
De acordo com o delegado Ataliba Neto, os adolescentes podiam trabalhar de casa e ganhavam comissão de R$ 25 para cada R$ 150 que conseguiam arrecadar. A estimativa é de que "centenas de milhares de vítimas" tenham caído no golpe em todo o país.
As investigações começaram no DF há um ano após denúncias de vítimas em Brasília. As apurações acabaram levando a uma empresa de recursos humanos, que funcionava como call center em SP. De acordo com a Polícia Civil, a empresa era comandada por Renan Romero Dias, que até esta quarta seguia foragido.
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G1
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