Associados ficam sem casa própria em Samambaia

Um grupo de 130 pessoas viu, ao longo de quatro anos, o sonho da casa própria escorrer pelo ralo. Eles investiram as economias em um empreendimento em Samambaia Norte, mas nada saiu do papel. Todos fazem parte da Cooperativa Habitacional dos Professores (Cooheduc). Os planos eram pagar R$ 22 mil de entrada e financiar o restante pela Caixa Econômica Federal, mas eles não se concretizaram. Depois disso, foi firmado um acordo para receberem o dinheiro de volta, em 2015, mas, até o momento, não viram as quantias entrarem na conta.

Segundo Dourado, houve uma tentativa de substituir a empresa, mas o projeto não estaria totalmente perdido. “Ainda estamos negociando. Vamos nos reunir com os cooperados para saber o que fazer. Alguns saíram e pediram a restituição. As decisões são coletivas”, disse. Dourado ainda acredita que outra empresa posas assumir o projeto. “Estamos em época de eleição no Sinpro. Essas denúncias são para tentar me atingir. Porém, nem em chapa eu estou mais”, alegou.
De fato, houve ampla divulgação do empreendimento Aquarela. Ele teria duas torres, com 160 apartamentos. Cada um com dois quartos, boas condições de pagamento e ótimo negócio para o servidor público que quisesse concretizar o sonho da casa própria. Mas, no local onde a obra deveria ocorrer, nada foi levantado.

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