A atualização do estatuto era uma reivindicação antiga dos servidores públicos, que financiam mais de 70% do plano (o restante é a contrapartida da União relativa ao auxílio saúde a que os servidores têm direito). Com a medida, os assistidos passaram a ter o voto de minerva sobre as decisões do colegiado que valida, fiscaliza e monitora, em última instância, a carteira Geap, cuja receita anual gira em torno de R$ 4 bilhões.
Na semana passada, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), enviou ofício ao Conad/Geap desconhecendo as reformas estatutárias, a eleição realizada em maio e nomeando novos presidente e vice para o conselho. A Casa Civil defendeu a medida lembrando que a Geap passa por um plano de recuperação financeira, foi alvo de intervenção e enfrenta um rombo em suas contas.
Medida “arbitrária”
Segundo o presidente afastado da Geap, Irineu Messias de Araújo, a medida do governo foi arbitrária. “Eles induziram a Justiça ao erro, no momento em que prestaram informações erradas sobre o plano”, diz ele. Araújo representa o segmento dos usuários e faz parte da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS).
Segundo o presidente afastado da Geap, Irineu Messias de Araújo, a medida do governo foi arbitrária. “Eles induziram a Justiça ao erro, no momento em que prestaram informações erradas sobre o plano”, diz ele. Araújo representa o segmento dos usuários e faz parte da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS).
O principal argumento do governo interino para tomar posse do Conselho de Administração da entidade é que a redução do reajuste para 20% inviabilizaria o plano de saúde. De acordo com Araújo, entretanto, a medida seria necessária para manter a sustentabilidade do plano, já que desde que o reajuste foi anunciado, o plano já perdeu mais de 23 mil usuários.No lugar de Araújo foi nomeado Laércio Roberto Lemos de Souza, funcionário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Entidades sindicais que representam os funcionários públicos federais repudiaram a decisão. “Essa ação judicial impetrada pela União é um duro golpe nas conquistas dos servidores que lutam para construir uma Geap forte e focada no bem-estar dos seus assistidos”, afirmou em nota a Associação Nacional dos Servidores da Extinta Secretaria de Receita Previdenciária (Unaslaf).


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