O Instituto Médico Legal (IML) do Centro do Rio de Janeiro havia paralisado serviços na tarde desta terça-feira (7) depois que empresas responsáveis pela limpeza do local pararam o serviço por falta de pagamento. Seis famílias já haviam sido informadas que os corpos dos parentes seriam transferidos para outros postos. No entanto, a situação mudou após a chegada do ator Thiago Lacerda, que foi ao local por causa de um tio de consideração. O diretor do IML, Reginaldo Frankilin Pereira, decidiu liberar os corpos.
"É uma constatação da completa ausência do estado. É muito triste a situação do IML e as condições de trabalho dessas pessoas. É lamentável a forma como o povo é tratado, como nós, brasileiros, somos judiados pela ausência do estado. Esse um sinal da falência do estado do Rio e eu sinto vergonha como cidadão, como pessoa pública e como pai de família", afirmou o ator ao jornal Extra.
Parentes que também aguardavam os serviços do setor de necrópsia criticaram o tratamento diferenciado reservado ao ator. "Eles tinham dito que não havia condições de fazer a necrópsia e que os corpos seriam encaminhados para outros IMLs. Foi preciso o Thiago Lacerda chegar para o diretor decidir liberar os corpos hoje. Ele disse que entendia nossa dor e que ia inclusive tirar a gravata e o paletó para, ele mesmo, fazer a necrópsia. Mas ele só entendeu nossa dor quando o ator chegou", disse a jornalista Denise Martins, que esperava a liberação do corpo do padrasto.
A paralisação oorreu porque os terceirizados responsáveis pela limpeza foram demitidos. Eles ficaram três meses sem salário e receberam aviso prévio no último dia 18. Os peritos pararam de trabalhar porque não havia funcionários para limpar a sala de necrópsia. Segundo funcionários do IML, eles chegaram a tentar uma vaquinha para levantar dinheiro. Depois, resolveram suspender os serviços por causa da insalubridade. Em nota, a Polícia Civil afirma que está se esforçando para pagar os responsáveis pela limpeza.
Confira nota da Polícia Civil sobre o caso
A Polícia Civil esclarece que tem enviado esforços junto à Secretaria de Estado de Segurança e ao Governo do Estado para pagamento das empresas responsáveis pela realização da limpeza no Instituto Médico Legal. O Departamento Geral de Polícia Técnico Científica informou que os peritos legistas alegam condições insalubres para a realização das necropsias no Instituto Médico Legal (IML) no Centro da Capital, e, por isso, até que seja regularizado o serviço de limpeza neste órgão, as necropsias serão realizadas nas unidades de Campo Grande, Duque de Caxias e Nova Iguaçu.

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