Aumento das passagens e crise hídrica do DF apertam orçamento familiar

O aumento das passagens de ônibus e a crise hídrica do Distrito Federal devem provocar alta nos preços de supermercados, restaurantes e no setor de serviços nos próximos meses. Conforme a Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), o reajuste no transporte público já afetou a inflação de janeiro, que fechou em 0,72%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA). Foi a maior variação do mês em todo o Brasil.
O RACIONAMENTO AINDA DEVE AFETAR A PRODUÇÃO DE VEGETAIS VENDIDOS EM GRANDE ESCALA NA CAPITAL.
O racionamento promovido pela Companhia de Saneamento Básico do DF (Caesb) ainda deve afetar a produção de vegetais vendidos em grande escala na capital federal.
“Isso pode aumentar a nossa necessidade de importação e elevar os preços em culturas relevantes. Não vai faltar alimento, isso não é uma realidade, mas vai haver inflação nos mercados e restaurantes”, atesta o chefe da Seção de Estatística das Centrais de Abastecimento (Ceasa), Fernando Cabral.
Hortifruti
Apesar do prognóstico pessimista, Cabral destaca que, diferentemente de 2015 e 2016, o preço dos produtos hortifrutigranjeiros analisados pela Central sofreu redução de 4,24%, a chamada deflação. Foi um resultado surpreendente, ainda mais em comparação ao mesmo mês do último ano, que registrou inflação de quase 13%. Segundo ele, as boas condições de cultivo dos produtos ajudam a explicar o desempenho.
O IPCA de janeiro no DF, apesar de preocupante, foi 0,4 ponto percentual menor em relação a dezembro de 2016. Os grupos de Artigos de Residência (móveis, eletrodomésticos etc) e de Vestuário (roupas, calçados etc) sofreram variação mensal negativa e ajudaram a melhorar o índice.
Segundo o gerente de Contas e Estudos Setoriais da Codeplan, Jusçanio Umbelino de Souza, isso aconteceu por motivos sazonais, já que nessa época os produtos relacionados a essas categorias têm baixa procura, além das tradicionais liquidações promovidas no período.
Mais elementos na conta
Sobre o setor de Transportes, cuja inflação de 2,18% em janeiro foi catapultada pelo reajuste de 25% nas passagens de ônibus, Jusçanio Umbelino de Souza é apaziguador. “Se pegarmos os últimos 12 meses e compararmos com o desempenho do Brasil, veremos que houve apenas uma recomposição, já que não constatávamos grandes variações há um tempo”, explica o gerente.
Ele lembra, ainda, que os preços de combustíveis e o valor dos veículos influenciam nesse índice. Assim, a redução da gasolina e do álcool ajudaram a equilibrar a inflação nos últimos 12 meses. Em janeiro, no entanto, o combustível já sofreu variação de 1,28%, o que pode sinalizar novos aumentos.
Souza destaca que eventos como o reajuste nas tarifas de energia, em novembro passado, devem ser levados em consideração. Souza afirma, portanto, que qualquer previsão sobre o comportamento da economia em 2017 depende do diagnóstico de fevereiro.
fonte JORNAL DE BRASÍLIA
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